Atlas da Mentira · checagem verificável
Urna brasileira foi projetada pela Justiça Eleitoral; Smartmatic não é sua origem
A afirmação é falsa. A urna eletrônica brasileira foi desenvolvida pela Justiça Eleitoral a partir de um projeto técnico elaborado por especialistas de órgãos brasileiros. A fabricação dos equipamentos é contratada por licitação e segue especificações do TSE. A Smartmatic não forneceu nem programou urnas usadas nas eleições brasileiras.
O TSE registra expressamente que a Smartmatic nunca foi responsável pelo fornecimento ou pela programação das urnas brasileiras. A empresa prestou serviços acessórios em alguns contratos e chegou a disputar uma licitação de fabricação em 2020, mas perdeu. Isso não cria uma origem comum entre o sistema brasileiro e máquinas da empresa.
Qualificações importantes
O projeto técnico da urna foi desenvolvido por especialistas da Justiça Eleitoral e de órgãos brasileiros, e a Justiça Eleitoral mantém a concepção e as especificações do equipamento.
- Conheça a evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2024 Projeto técnico: Trecho que informa o desenvolvimento do protótipo e a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Concepção do projeto: Trecho que atribui o projeto da urna e do sistema eletrônico de votação inteiramente à Justiça Eleitoral.
Empresas privadas podem fabricar urnas após licitação, sob especificações e supervisão do TSE. Fabricar um lote não significa ser a origem do projeto ou controlar o software eleitoral.
- Informatização do voto Criação e fabricação da urna: Trecho que informa que a urna criada pelo TSE foi licitada para fabricação em 1996.
- Conheça a evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2024 Projeto técnico: Trecho que informa o desenvolvimento do protótipo e a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações.
A Smartmatic teve participação limitada em serviços acessórios: o TSE registra treinamento de profissionais de suporte e contratos de conexão de dados e voz. Também participou de uma licitação para fabricar urnas em 2020, mas perdeu para a Positivo.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Serviços e licitação: Trecho que informa treinamento de profissionais de suporte, contratos de conexão de dados e voz e participação malsucedida da Smartmatic na licitação de fabricação de urnas para 2020.
As urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem das máquinas da empresa Smartmatic.
- Forma
- Paráfrase
- Atribuição
- Flávio Bolsonaro · Atribuição verificada
- Função na época
- Senador e pré-candidato à Presidência da República
- Vínculo na época
- PL
- Data da declaração
- 21/07/2026
- Contexto
- Encontro com embaixadores, cônsules, chefes de missão e representantes diplomáticos em Brasília.
Como a proposição foi normalizada: A fala foi formulada com hesitação — “são da mesma... têm a mesma origem” — e é tratada como alegação de origem comum do equipamento, sem inferir uma relação técnica mais específica que não foi dita.
Limite de atribuição: Atribuição e citação direta preservadas pela Folha em cobertura do encontro com diplomatas; a gravação integral do evento não foi inspecionada nesta etapa de Discovery.
Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma... Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana.
- Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga dado falso sobre urnas em reunião com embaixadores Declaração no encontro com diplomatas: Trecho reproduzido em que Flávio Bolsonaro afirma que máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem da Smartmatic.
Contexto original
O que Flávio Bolsonaro disse
Em encontro com representantes diplomáticos em Brasília em 21 de julho de 2026, Flávio Bolsonaro afirmou que muitas máquinas usadas nas eleições brasileiras teriam “a mesma origem” da Smartmatic.
- Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga dado falso sobre urnas em reunião com embaixadores Declaração no encontro com diplomatas: Trecho reproduzido em que Flávio Bolsonaro afirma que máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem da Smartmatic.
Explicação
O projeto da urna é da Justiça Eleitoral
O TSE informa que a informatização do voto levou, em 1995, ao desenvolvimento do protótipo por uma comissão de juristas e técnicos. O projeto técnico reuniu especialistas da Justiça Eleitoral, das Forças Armadas, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações.
- Conheça a evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2024 Projeto técnico: Trecho que informa o desenvolvimento do protótipo e a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações.
Depois de criado o projeto, a Justiça Eleitoral licitou a fabricação do equipamento. Esse modelo — projeto e especificações do TSE, produção por fornecedor selecionado — não transfere ao fabricante a origem do sistema eleitoral brasileiro.
- Informatização do voto Criação e fabricação da urna: Trecho que informa que a urna criada pelo TSE foi licitada para fabricação em 1996.
Explicação
Qual foi a relação da Smartmatic com o TSE
Em esclarecimento específico sobre a Smartmatic, o TSE afirma que a empresa não forneceu urnas para as eleições brasileiras e não trabalhou na programação dos aparelhos. O tribunal também diz que todo o projeto da urna e do sistema de votação foi concebido e é gerido pela Justiça Eleitoral.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Projeto e fornecimento: Trecho em que o TSE afirma que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas brasileiras, não trabalhou na programação dos aparelhos e que o projeto foi concebido e é gerido pela Justiça Eleitoral.
A empresa participou de atividades periféricas ao equipamento: treinamento de profissionais de suporte e contratos de conexão de dados e voz. Em 2020, também concorreu a uma licitação para fabricar urnas, mas a vencedora foi a Positivo.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Serviços e licitação: Trecho que informa treinamento de profissionais de suporte, contratos de conexão de dados e voz e participação malsucedida da Smartmatic na licitação de fabricação de urnas para 2020.
Contexto e limites
A relação contratual não significa origem comum
A defesa mais favorável da fala é apontar que a Smartmatic já teve contratos com a Justiça Eleitoral e demonstrou interesse em fabricar equipamentos. Esses vínculos existiram, mas não sustentam a alegação de origem comum: o próprio TSE delimita essas atividades e exclui a Smartmatic do projeto, da programação e do fornecimento das urnas brasileiras.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Serviços e licitação: Trecho que informa treinamento de profissionais de suporte, contratos de conexão de dados e voz e participação malsucedida da Smartmatic na licitação de fabricação de urnas para 2020.
Método
Critério da checagem
Para testar “mesma origem”, a checagem separa autoria do projeto, fabricação contratada e serviços auxiliares. A documentação oficial não mostra origem técnica comum com a Smartmatic; ao contrário, atribui o desenvolvimento à Justiça Eleitoral brasileira.
- Conheça a evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2024 Projeto técnico: Trecho que informa o desenvolvimento do protótipo e a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações.
- Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Projeto e fornecimento: Trecho em que o TSE afirma que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas brasileiras, não trabalhou na programação dos aparelhos e que o projeto foi concebido e é gerido pela Justiça Eleitoral.
Fontes
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Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga dado falso sobre urnas em reunião com embaixadores Documento
Alegação original, Contexto
Contribuição: Preserva a redação, a data e o contexto da afirmação.
- Declaração no encontro com diplomatas: Trecho reproduzido em que Flávio Bolsonaro afirma que máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem da Smartmatic.
Limites: É cobertura jornalística do encontro; a gravação integral não foi usada para rever todo o contexto do evento.
Disponível
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Conheça a evolução da urna eletrônica: de 1996 a 2024 Documento
Evidência
Contribuição: Documenta a origem institucional e técnica do projeto da urna brasileira.
- Projeto técnico: Trecho que informa o desenvolvimento do protótipo e a participação de especialistas da Justiça Eleitoral, Forças Armadas, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério das Comunicações.
Limites: A página é uma retrospectiva institucional do TSE e foi atualizada em 2026; para a relação específica com Smartmatic, a checagem usa também esclarecimento dedicado do tribunal.
Disponível
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Informatização do voto Documento
Evidência
Contribuição: Distingue a criação do equipamento pelo TSE da fabricação industrial contratada por licitação.
- Criação e fabricação da urna: Trecho que informa que a urna criada pelo TSE foi licitada para fabricação em 1996.
Disponível
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Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras Documento
Evidência
Contribuição: É o esclarecimento oficial diretamente voltado à relação entre Smartmatic e o sistema eleitoral brasileiro.
- Projeto e fornecimento: Trecho em que o TSE afirma que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas brasileiras, não trabalhou na programação dos aparelhos e que o projeto foi concebido e é gerido pela Justiça Eleitoral.
- Concepção do projeto: Trecho que atribui o projeto da urna e do sistema eletrônico de votação inteiramente à Justiça Eleitoral.
- Serviços e licitação: Trecho que informa treinamento de profissionais de suporte, contratos de conexão de dados e voz e participação malsucedida da Smartmatic na licitação de fabricação de urnas para 2020.
Limites: Como fonte institucional, descreve a própria arquitetura e contratação da Justiça Eleitoral; a checagem a usa para fatos documentais sobre autoria, contratos e licitações.
Disponível
Responsabilidade e transparência
Publicação responsável: Atlas da Mentira.
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