Sobre

O Atlas da Mentira é um experimento independente de checagem verificável que transforma afirmações públicas em um registro consultável, com fontes e evidências abertas ao leitor.

O que queremos medir

O projeto procura registrar, ao longo do tempo, quem disse, o que disse, quais evidências sustentam ou contradizem a afirmação e qual a sua relevância pública.

O objetivo não é premiar ou punir uma ideologia, um partido ou um campo político. É aplicar a mesma régua editorial a afirmações equivalentes, independentemente de quem as profira, e permitir que o conjunto de dados revele os padrões que existirem.

Independência e viés

O Atlas da Mentira não representa partido, campanha ou corrente ideológica. A seleção e a avaliação das afirmações devem ser orientadas por critérios como alcance, relevância pública, verificabilidade e impacto — não por afinidade ou oposição política.

Também não tratamos neutralidade como algo garantido por uma declaração de princípios. Viés pode aparecer antes mesmo da checagem, especialmente na escolha do que investigar. Por isso, buscamos reduzi-lo com critérios explícitos, processo consistente e transparência sobre as evidências usadas.

Não confie. Verifique.

A proposta é que cada publicação permita ao leitor refazer o caminho da análise: comprovar que a afirmação foi feita, compreender seu contexto, consultar as fontes e examinar as evidências que sustentam o veredito.

O Atlas da Mentira não pede confiança cega na conclusão. Sempre que possível, apresentamos os elementos necessários para que o leitor confira por conta própria de onde veio a alegação e por que as evidências levam ao veredito publicado. Damos preferência a fontes primárias e oficiais quando elas são adequadas ao ponto verificado.

Não buscamos um equilíbrio artificial de quantidade entre lados políticos. Se, aplicando os mesmos critérios, houver mais casos relevantes associados a um grupo do que a outro, o resultado deve refletir os dados encontrados — não uma cota editorial.

Limites do projeto

O Atlas da Mentira não é um censo exaustivo de tudo o que figuras políticas dizem. A cobertura depende do material público disponível, da capacidade de descoberta e dos critérios editoriais de seleção. Os rankings refletem apenas as checagens publicadas dentro desse universo.

Também não atribuímos intenção de enganar. Um veredito de Falsa ou Enganosa descreve a relação entre uma proposição e as evidências disponíveis; não é um diagnóstico sobre o caráter ou a intenção de quem falou.

Metodologia aberta

Os critérios de classificação, evidência, importância, publicação e correção estão descritos na nossa Metodologia.